sexta-feira, 3 de julho de 2020

OPINIÃO Secretaria de Cultura de Campina sucateada e à deriva

Sede da Secult traduz o descompromisso do prefeito com a cultura em CG

A professora e coreografa Giseli Sampaio, por quem tenho imensa admiração e respeito, agora, por mérito,  Secretária de Cultura da  Prefeitura de Campina Grande, foi  colocada  numa barca à deriva pelo prefeito Romero Rodrigues.

Há  quase oito anos que a cena cultural de Campina foi reduzida a "incultura". A cidade do Festival de Inverno regrediu culturalmente por falta de políticas públicas concretas por parte da atual administração municipal. É FATO.

A leitura que se faz das políticas culturais inexistentes em Campina pode ser ratificada  na própria estrutura física que abriga a sede da Secult (antigo Museu Assis Chateubriand).  

Lamentavelmente o prefeito Romero Rodrigues não conseguiu enxergar que antes de ser a cidade do MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO, a terra da  professora Elizabeth Marinheiro, teatrólogo-escritor Hermano José(in memória) e da ativista cultural  Eneida Agra, fora projetada para o Brasil e o resto do planeta por promover  eventos culturais do tamanho da força do seu povo. O Congresso de Teoria  e Crítica Literária foi um deles.

Essa miopia do prefeito impediu Campina de seguir avançando culturalmente e de igualmente priorizar as  políticas culturais. Preferiu optar também pela utilização dos equipamentos para acomodar politicamente os seus aliados e cabos eleitorais do momento.

Desejo êxito para a nova secretária, idônea e dedicada, mas na certeza que nesses 180 dias  últimos da gestão nada poderá ser realizado além dos habituais protocolos já pré-estabelecidos. Quem sabe se Giseli tivesse assumido há pelo menos dois anos a titularidade da Secult  as atividades culturais em Campina poderiam estar "jóia".

É final de um governo  também CULTURALMENTE MELANCÓLICO.




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               Editoria do jornalista Vanildo Silva

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